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Arquivo mensal: outubro 2011

Um lembrete do Quintana

       “A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira….
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. 
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais”. 

Mário Quintana
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Publicado por em 18/10/2011 em mário quintana, mensagens

 

Colete rosa pink

Material:

2 novelos de lã Bambino (100g);
8 novelos de lã Baby (40g);
1 par de agulhas para tricô nº 6;
1 agulha de costurar lã.

Modo de fazer:

Igual ao colete cinza descrito aqui.
Ponto areia em todas as laterais da peça e ponto malha na parte central.

Pontos empregados:

Malha: 

lado direito do trabalho todo em ponto malha;
lado avesso do trabalho todo em ponto tricô.

Ponto Areia:

1ª carreira:   *1m,1t*
2ª carreira:    t
3ª carreira:   *1t,1m*
4ª carreira:   t
5ª carreira: voltar a 1ª carreira.

 
7 Comentários

Publicado por em 16/10/2011 em Colete, colete de tricô

 

A Idade e a mudança- Lya Luft

Recebi por e-mail de minha amiga Maria Luisa e resolvi postar aqui porque achei que ela diz a mais pura verdade sobre a idade das pessoas.

Este comentário da escritora, tradutora e poetisa vale para ambos os sexos, com qualquer idade.
Ela está com 74 anos.


                                    
                                    A Idade e a mudança 

Lya Luft

“Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo. 
   
  Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres  de todas as raças, credos e idades. 
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. 
   
  Foi um momento inesquecível…  A platéia inteira fez um ‘oooohh’ de descrédito. 
   
  Aí fiquei pensando: ‘pô, estou neste auditório 
há quase uma hora exibindo minha inteligência, 
e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? 
Onde é que nós estamos?’   

Onde, não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado ‘juventude eterna’. 
Estão todos em busca da reversão do tempo. 
   
    Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. 
   
  Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas, mesmo em idade avançada. 
A fonte da juventude chama-se ‘mudança’. 
  
De fato, quem é escravo da repetição está condenado 
a virar cadáver antes da hora. 
   
  A única maneira de ser idoso sem envelhecer
é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. 
   
  Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. 
   
  Mudança, o que vem a ser tal coisa? 
   
  Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme 
em que morou a vida toda para um bem menorzinho. 
   
  Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu. 
   
  Uma amiga casada há 38 anos cansou das traições do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. 
   
  Rejuvenesceu. 
  
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou 
um baita emprego por um não tão bom,
só que em Florianópolis, 
onde ela vai à praia sempre que tem sol. 
   
  Rejuvenesceu. 
  
Toda mudança cobra um alto preço emocional. 
   
  Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, 
chora-se muito, os questionamentos são inúmeros,
a vida se desestabiliza. 
   
  Mas então chega o depois, a coisa feita, 
e aí a recompensa fica escancarada na face. 
  
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, 
e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. 
   
  Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem,
só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. 
   
  
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar. 
  
Olhe-se no espelho…” 
 
 
1 comentário

Publicado por em 06/10/2011 em Uncategorized

 
 
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