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Arquivo da categoria: 50 anos

>De repente….50!

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O título não é nem um pouco original, eu sei. Sei também que cheguei lá. Lá a que me refiro são 50 anos. Nossa! Quando eu tinha 18 ou por ali, parecia tão longe. Mas não era tão longe assim. Quando tinha aquela idade também, achava que pessoas com 50 anos eram velhas e considerava minha mãe velha com essa idade. Chegou minha vez! Observando tudo isso, não me sinto velha. Tirando, é claro, algumas ruguinhas a mais, umas dorzinhas aqui e ali (falar no diminutivo parece que realmente diminui tudo isso), essa idade parece que não me pertence! Acho que por uma questão de preservação estacionei lá pelos 30 e poucos. Não me considero uma pessoa ultrapassada, acredito que estou sempre tentando renovar os meus conceitos e aprender conceitos novos. E olha que não são poucos os que aparecem todos os dias batendo na nossa porta. Quem nasceu lá pelos 60, como eu, sabe do que estou falando. Participamos de toda a evolução tecnológica que existiu no mundo. Saí de um tempo em que ter televisão, telefone e carro em casa era luxo. Lembro da minha primeira vizinha a comprar televisão. Como era a única, o acontecimento se tornou público para os mais chegados. Íamos todos ver TV em sua casa. A sala ficava lotada de crianças e adultos para ver as novidades. Saudades daquele tempo! Telefone só quem era muito abastado tinha um em casa. Alguns anos depois, ou vários, se tornou popular. Carro então, era só pra quem tinha muito dinheiro. E aqui estamos nós, com 50 ou sem 50, vivendo em uma época em que falamos com qualquer pessoa, a qualquer hora e em qualquer lugar no mundo. E ela nem precisa estar em casa pra isso, vejam só! Vivemos numa época em que podemos vender, comprar, expor idéias, apresentar filmes e fotos com o simples apertar de teclas em um aparelho doméstico ao alcance de todos- ou quase. É muito bom participar de toda essa evolução e, de um jeito ou outro, fazer parte disso tudo. É muito bom saber que meu filho já tem a disposição tudo isso pra facilitar sua vida.
Existem, no entanto, coisas que não precisam e não devem mudar. Se mudarem, que seja sempre para melhor. Devemos fazer um grande esforço para que a relação entre os homens e a relação dos homens com a natureza seja uma via de mão dupla.
É isso que espero ver daqui para frente. Um convívio em que haja respeito e amor entre todos.
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1 comentário

Publicado por em 01/06/2010 em 50 anos, texto

 
 
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