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Arquivo da categoria: meus cães e eu

>História dos meus cães (parte 4)

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Como eu tinha dito no final da parte 3, jurei que cachorro nunca mais. E o “pior” é que eu estava firme da decisão… Fui no veterinário dos meus cachorros dar uma espiadinha e só! Voltei pra casa falando pro meu marido da beleza dos bichinhos, tão “neguinhos”, tão fofinhos, tão cute-cute. kkkk Tu já viste um filhote fe rotweiler? Aquela coisinha preta com manchas amarelas, focinho curto, carinha de urso e gostosinho de “pertá”? Se não viu ainda, procura e vê porque tu estás perdendo muito!!! Como ia dizendo, falei várias vezes neles pro meu marido. Neles porque eram dois que ainda restavam junto com a mãe. Eu sou louca por cachorros, isso é fato. Talvez porque nunca me foi permitido ter nenhum durante minha infância e adolescência. Filhote então, nem se fala. Um filhote de cachorro, seja de que cor for, de que raça for, sem raça mesmo, é tudo de bom! Eles, definitivamente, foram feitos pra encher a vida da gente de coisa boa. Isso tudo eu digo pro meu marido. Várias vezes. Muitas vezes. Mas eu estava decidida. Só fui apreciar os bichinhos. De verdade. Voltei pra casa e continuei com meu Junior. Meu Junior era tudo de melhor. E a vida continuou, tudo na santa paz. Certa manhã, acho que era um sábado, meu marido saiu pra cortar o cabelo e voltou pra casa perto da hora do almoço. Tudo normal. Comemos e logo após a refeição meu marido se retirou para a parte da frente da casa. Foi dar uma voltinha no quintal. Junior com ele. Junior não perdia a chance de sair um pouquinho na calçada. Lavando a louça, escutei alguns barulhos estranhos e dei uma espiadinha pela porta dos fundos de onde se vê o portão. Vi João, nosso vet, e pensei logo que tinha acontecido alguma coisa com Junior que eu não soubesse. Sequei as mãos e fui ver o que era. Quando fui chegando perto já comecei e ver a “coisinha” preta no colo do meu marido. Fui me aproximando e feliz, não queria acreditar! Que surpresa! Meu marido tinha passado na clínica e escolhido um deles pra mim. Pretinho, gostoso, cheiroso, de banho tomado, dava pra pegar no colo pois ainda era pequeno. Ele ainda não tinha 2 meses. Imaginem vocês se eu não ia pegar e afofar aquela bolinha de pêlos pretos. E assim foi a chegada do Átila. Foi que que escolhi o nome pra ele. Acertei na mosca. Átila, rei dos hunos, bárbaro e forte. Tudo a ver com a minha criatura.Meu companheiro de todas as horas. Tá sempre grudado comigo, literalmente! Se eu estou por perto, ele vai dando voltas até se encostar nas minhas pernas. Não sei se já falei isso, mas ele é o mais “grudado” com a gente, talvez pelo fato de ser sozinho. Quando pequeno fez muita estrepulia pela casa. Muita mesmo!!!Quem já teve filhote de cachorro grande sabe do que estou falando… Hoje, depois de muito trabalho, já está mais acomodado. Claro que, às vezes, ele tem umas recaídas e faz uns buracos, come umas árvores, mexe nos canteiros, come tapetes. Mas só de vez em quando.Brincalhão que ele só. Quando vê alguém já vai convidando pra brincadeira de correr atrás dele em volta da mesa da sala de jantar. Adora uma visita mas detesta cachorro. É a coisa mais linda do mundo! Seus olhos conversam comigo…
 
 

>História dos meus cães (parte 3)

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Fôlego tomado, vou continuar a saga.

E o presente nasceu. Foi o primeiro a vir à luz.

Shara ( minha cadela) ficava meio arredia quando ia parir. Só tinha confiança em mim pra repartir sua experiência. Era noite e fazia calor. Notei que ela se escondia na churrasqueira. Fomos ver o que era. Tinha chegado a hora. Arrumamos o ninho e ficamos esperando. Ela não dava um gemido, boa parideira que era. E veio o primeiro… enorme, lindo…e eu ajudei a segurá-lo com minhas mãos. Ela entregou-me aquele ser indefeso, depois de limpá-lo e deixou-me acarinhá-lo, admirá-lo … e meus olhos se encheram d´água. É um espetáculo a parte o ato de trazer alguém ao mundo. O parto demorou bastante. Vieram mais onze filhotinhos. Uma maravilha! Casa cheia!
Como Bob ( meu cachorro) já estava com idade avançada e eu não ia deixar Shara procriar de novo para não judiá-la, resolvemos ficar com um cachorrinho para preservar a dinastia do casal. Na verdade eu tive duas paixões, o primeiro e o último, queria ter ficado com os dois. Seriam quatro em casa. Muito cachorro, muita comida, muita vacina e principalmente, muito cocô. Fiquei contente só com um, o primeiro. Meu filho deu o nome a ele: Junior
Junior era a coisa mais linda do mundo. Uma mistura de rotweiler/setter/pointer preto com caramelo. Tinha destaque entre todos pois era muito grande, dava o dobro do tamanho dos irmãos. E que bebezão ele era! Tinha uma força danada e queria tomar todo o leite. Todo mesmo, sem deixar nada pros outros. Tínhamos que ficar de olho nele senão ninguém mais mamava. Quando percebíamos que ele já tinha mamado bastante, tirávamos ele das tetas e cocolávamos ele longe pra dar tempo de outros mamarem. Ele se arrastava pela caixa e ia empurrando os outros com o focinho até pegar uma teta de novo. Arrancava todo mundo à força pra conseguir uma teta novamente.
Ele sempre foi muito grande e amoroso. Ficava ao lado da mãe dele,ou melhor, em cima da mãe dele o tempo todo. Mamava nela, dormia e brincava com ela. Era um grude. Não só quando filhote. Foi assim até ela morrer com 12 anos.
Junior era muito especial, principalmente pra mim, que tinha segurado ele no colo na hora em que nasceu. Me sentia mãe dele também, afinal tinha ajudado a trazê-lo à vida.
Junior apresentou alguns problemas de saúde durante sua vida, tudo devido ao seu tamanho. Ele era tão grande que colocava a cabeça encima da mesa sem espichar o pescoço. Sofreu duas cirurgias, uma em cada fêmur pois ele sofria de displasia coxo-femural. A primeira foi um sucesso. Parou de mancar e não teve mais dores. A segunda, uns quatro anos depois, não deu tempo de reabilitação pois ele veio a morrer de câncer no fígado.
Enquanto ele esteve vivo, encheu a casa. Não saía de perto da gente nem da mãe dele. Se estávamos na sala, lá estava ele, deitado na porta. Se estivéssemos na cozinha, lá estava ele deitado encostado no armário. Se íamos para o pátio e sentávamos na calçada, ele era o que ficava mais perto, babando a gente com aquele bocão enorme. Se não dávamos espaço, ele forçava com o corpo até ficar bem juntinho. Quando estávamos comendo, sentava do meu lado e ficava de plantão até eu dar alguma coisa pra ele. Se não fizesse isso ou demorasse, ele “afucinhava” meu braço com força como pra dizer “Ei! quero um pedaço!”. Ficava ali me cutucando até sobrar alguma coisa pra ele. Acho que ele tinha símdrome de filho único. Tudo era pra ele, dele e da sua propriedade. Ele tinha que ser sempre o primeiro. E foi…
E assim ele conquistava todo mundo, fazia amigos com facilidade. Quando alguém lhe fazia um carinho ele não largava mais. Sentava e ficava esperando. Se o carinho não viesse, levantava sua pata e puxava a mão das pessoas pra avisar que ele queria mais.
Ainda hoje o vejo deitado na cozinha com a cabeça no degrau de cima da escada. Era o jeito que ele mais gostava de descansar.

Quando Shara morreu ficamos preocupados com ele. Estava acostumado com outros cachorros. Viveu sua vida toda acompanhado. Como será que ele iria reagir?

Eu já tinha jurado pra mim mesma que não teria mais cachorros. Tinha doído muito a perda dos outros dois e eu já estava cansada de limpar, limpar e o pátio sempre estava sujo. Quem tem cachorro grande sabe do que estou falando!!!

Então, e sempre tem um então pra quem ama cachorros, o veterinário me ligou perguntando se eu não queria um rotweiler que a cadela dela tinha dado cria e os cachorrinhos estavam com sessenta dias. Comentei com meu marido que ia dar uma olhadinha mas não ia pegar nenhum. Estava realmente decidida. Não sei a quem eu estava enganando, mas isso faz parte de outra história. A mim mesma, com certeza. Fui lá. Vi os bichos, brinquei com eles e a mãe. Tem coisa mais linda no mundo que um filhote de cachorro? Voltei pra casa, ainda decidida, comentei com meu marido da beleza dos filhotinhos e reinterei minha posição de que não ia ficar com nenhum.

Esqueci do assunto e continuei só com meu amado Junior, meio tristinho com a perda da companheira, mas cada vez mais apegado a nós.

Assim ele permaneceu até sua despedida. Muito amado e querido por todos.

Ele era, com certeza, uma bênção pra todos nós!

Que saudades daquele bicho…
 
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Publicado por em 13/09/2009 em cães, meus cães e eu

 
 
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